Sustentável 2015: o que nos chamou a atenção

O Congresso Internacional Sustentável 2015 foi realizado no Auditório do Ibirapuera em São Paulo no dia 8 de outubro de 2015 pelo CEBDS e pelo jornal Valor Econômico. O evento teve como pauta principal os compromissos do setor empresarial frente ao anúncio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável pela ONU em setembro de 2015 e debater quais são as expectativas da Conferência de Partes da ONU de Mudança do Clima, a COP 21 que será realizada em dezembro deste ano em Paris.

A COP 21 Paris tem o objetivo de entregar um novo acordo climático para guiar a economia mundial ao baixo carbono, reforçando as políticas que contenham a um aumento de temperatura abaixo de 2º graus.

“O que você espera para o mundo em 2030?”  foi a provocação realizada para estimular o debate sobre como as empresas, o poder público e a sociedade como um todo devem responder frente aos ODSs e ODMs.

Marina Grossi, diretora do CEBDS, trouxe avanços (intensificação da economia colaborativa por exemplo) e problemas a serem superados pelas empresas (problemas na alocação e capital para investimentos sustentáveis, empresas que não reportam, falta de harmonia entre os reports e ausência de precificação do carbono).

Peter White, COO do WBCSD, reforçou a importância do fechamento dos 17 ODS e as 169 metas sustentáveis recentemente em Nova York por mais de 150 líderes mundiais. Na COP 21 Paris, os líderes mundiais contarão com uma presença mais ativa da sociedade civil e de representantes de cidades. Ainda segundo Peter White, o Brasil tem potencial para ser protagonista em algumas áreas no mundo pós-COP de Paris como agricultura de baixo carbono e combate ao desmatamento.

Afirmações estas que contrastam com as opiniões expressas por Thereza Lobo, diretora do Movimento Rio Como Vamos, de que o Estado Brasileiro precisa ser mais atuante, se pronunciar mais e pôr um ponto final na agenda negativa. As crises como principal foco do governo federal, enfraquecem todo o setor público, trazendo mais um motivo para que as empresas se dediquem a avanços e costurem acordos na temática da sustentabilidade.

Como exemplo de atuação das empresas frente às dificuldades no país, Claudia Lorenzo, vice-presidente de relações corporativas da Coca-Cola Brasil, descreveu brevemente os programas da Coca-Cola em áreas carentes da Amazônia e como estes ganharam resultados mais positivos uma vez que, junto à Natura, buscaram realizar ações colaborativas.

Apesar de bons exemplos, traz José Eli da Veiga, não há ainda uma governança de desenvolvimento sustentável instaurada e bem definida.

Marcelo Martinez, coordenador-geral de desenvolvimento sustentável do Ministério de Relações Exteriores, apontou dificuldades em relatar avanços na sustentabilidade também em função das lacunas nos dados nacionais (biodiversidade marinha ao longo da costa, por exemplo).

De todas as maneiras nos parece fundamental, entender e compreender os ODSs, definir quais são relevantes para sua empresa para então definir KPIs para monitorar as ações e estabelecer metas.