Reporting e relatório são duas coisas diferentes

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Nós, da Verteego, sempre nos encontramos muito surpresos quando nos perguntam se a entrega dos nossos serviços é um relatório. Se você ler o Verteeblog, você já sabe que não é! Mas nós pensamos que seria bom, talvez perspicaz, compartilhar nossos pensamentos sobre por que a entrega dos nossos produtos não é um relatório e sim um reporting.

Um relatório é um documento, e quando se trata de relatórios de sustentabilidade (ou relatórios anuais), na maioria das vezes transmitidos por escrito. Isto quer dizer que sua composição não é só de gráficos e dados, mas consiste, acima de tudo, em um texto escrito por um ser humano em algum momento do processo de produção. Uma vez produzido, publicado e auditado, não pode ser re-emitido ou modificado. Estes relatórios não são feitos para tomar decisões, mas sim para divulgar às partes interessadas um desempenho passado. Por exemplo, os relatórios de RSC são publicados por empresas para transmitir informações de responsabilidade social (incluindo textos, dados e gráficos) para os stakeholders, ou seja, qualquer pessoa com interesse nas atividades da empresa e suas implicações. 

Na Verteego nós não fazemos relatórios. Consultorias parceiras à Verteego vendem o serviço de elaboração e construção de um relatório; e realizamos introduções sempre que solicitado. Na Verteego, nossa visão é que a transparência dos dados é uma fonte oculta de melhoria de desempenho. Nossa missão é melhorar a transparência de métricas ocultas para inspirar a melhoria de performance. De maneira prática, nós da Verteego oferecemos um sistema de gerenciamento de dados configurável às atividades do cliente, coletando e organizando-os a fim de entregar reportings, análises, previsões e prescrições.

Reporting é um processo contínuo mais do que uma entrega real propriamente dita. Entendemos reportings como um virtuoso processo de melhoria contínua: acreditamos ferozmente que sem um reporting, as organizações simplesmente não podem ser gerenciadas no sentido mais amplo do termo. Ponto final. É como iniciar uma dieta sem balança. Em qualquer negócio estabelecido, como se pode tomar decisões sem um conjunto robusto de métricas e informações? Os reportings fornecem dados quantitativos e qualitativos a uma dada frequência (por exemplo, mensalmente) para assegurar que as pessoas responsáveis acessem os respectivos painéis de controle, capacitando-os a produzir comparações entre diferentes períodos de tempo. Os reportings ajudam a identificação de tendências e, muitas vezes, são destinados a ajudar as tomadas de decisões a serem feitas ou constatações de decisões já tomadas.

Análises podem ser realizadas a partir de um painel de monitoramento sintonizado a uma questão específica de um determinado usuário. Uma análise está aqui para dar uma resposta a esta pergunta específica, ou pelo menos insights sobre como esta questão ad hoc tem de ser resolvida recorrendo aos dados disponíveis. Estas análises podem se tornar preditivas e até mesmo prescritivas, ao usar dados do passado para imaginar o futuro. A tecnologia preditiva é a aposta da Verteego. Prescrições são investigações para a tomada de decisões em tempo real, de forma automatizada. Todos pertencem ao conjunto de ferramentas que organizações que atuam em 2016 merecem.

Os reportings são muitas vezes a ponta visível do iceberg, enquanto o iceberg é o banco de dados real para análise. No entanto, os reportings são ainda, e cada vez mais necessários e importantes em todos os tipos de comunicações.

A nossa opinião é que, tanto o reporting quanto o relatório necessitam ser mais concisos, em outras palavras, mais nítidos, objetivos e padronizado. Mas isto é um outro debate.

Pensamos que esta confusão, felizmente não tão comum, merecia algum tipo de esclarecimento. Sinta-se livre para soltar um comentário se você deseja contribuir.