O futuro da produtividade no Brasil

O Futuro da Produtividade

Com o objetivo de discutir os resultados da pesquisa de opinião internacional Barômetro da Inovação realizada pela GE, a maior empresa Digital Industrial do mundo, foi realizado uma edição do Caminhos para o Futuro – O Futuro da Produtividade no dia 4 de maio por seu canal no Youtube.

 

Participaram do painel de debate:

Ricardo Paes de Barros, responsável pela Cátedra Instituto Ayrton Senna no Insper;

Gilberto Peralta, CEO e Presidente da GE do Brasil;

Antônio Campello, Diretor de Desenvolvimento Organizacional na Embraer, onde trabalha há 31 anos e;

Flavio Pripas, lidera o “Cubo”, em 2012 foi nomeado como uma das 100 pessoas mais criativas nos negócios pela Revista FastCompany.

 

Percepção de inovação

A discussão abordou temas como produtividade, criatividade, propriedade intelectual e o futuro da inovação no Brasil e contou com um um debate aberto aos internautas que tiveram a oportunidade de se expressar.

Antônio Campello discursou sobre a evolução dentro das empresas a respeito da evollução: “o que posso melhorar em meus produtos e processos?” é a pergunta a feita pelas empresas voltadas a obter mais mercado e lucratividade através da inovação tradicional. Com a mudança de paradigma do empresariado hoje devemos perguntar “o que os potenciais clientes desejam?”; mudando a perspectiva de foco no cliente para o foco do cliente. Deste modo, trabalhando com uma inovação mais participativa, aproximando mais a empresa do cliente e entendendo o que o cliente precisa. Em outras palavras, saímos da proposta tradicional (de dentro para fora da empresa) para a atual (de fora para dentro da empresa).

Questionado sobre a produtividade no Brasil e na China, Ricardo Paes de Barros trouxe ao debate que a produtividade é semelhante nos dois países, porém, com um crescimento mais lento em nosso país. O Brasil possui 13% da população com ensino superior enquanto o ideal para inovar é de 30%. Outro entrave citado: a difícil relação da academia com a empresa e da pesquisa acadêmica sobretudo na questão de patentes. Finalizou sua intervenção com a frase “inovar não é só capacidade, é vontade de inovar”.

 

Futuro da Inovação no Brasil

Todos os participantes se mostraram otimistas, principalmente em relação à capacidade do brasileiro em inovar e se adaptar às condições propostas; Gilberto Peralta destacou a importância de um marco regulatório e a proteção da propriedade industrial, além do importante papel da universidade ao formar pessoas para trabalhar com inovação; e Flávio Pripas listou 5 variáveis para que haja condições para a inovação: acesso ao talento e ao capital, cultura inovadora, ambiente regulatório e densidade, abertura de ambientes de discussão.

Para acessar as respostas de outros questionamentos interessantes acesse o canal da GE do Brasil.